//Movimento Comunica – Zek Ramos

Movimento Comunica – Zek Ramos

Nesta semana falamos com o jornalista Zek Ramos, que lançou recentemente uma plataforma muito bacana de divulgação de artistas e trabalhos locais, o Diálogos Culturais. Sobre o projeto, você pode conferir mais na reportagem.

Zek tem uma paixão vívida pelas artes, o que influencia sua vida pessoal e profissionalmente. Com um pensamento empreendedor colaborativo, está sempre em busca de novos parceiros para fortalecer aquilo que defende com fervor: a valorização da arte. Seja pelo meio empresarial em si ou pela comunicação, o que justifica o projeto Diálogos Culturais.

Para entender um pouco mais sobre como Zek criou este projeto de incentivo à cultura, e também as influências que a comunicação e as artes têm em sua vida. Confira na entrevista!

Comunica: Qual o seu campo de atuação profissional?

Zek Ramos: Após o jornalismo, me aperfeiçoei em arte-educação, gestão cultural e direção teatral. Tendo experiência na comunicação de importantes grupos de ensino, me percebi empreendedor. Com consciência, autonomia e iniciativas próprias, desenvolvi projetos sociais como o “Little Helpers”, “Mulheres que Inspiram” e “Beleza de verdade” que, apesar de não ligados à Arte, ainda carregavam um olhar poético sobre os assuntos. Majoritariamente a minha atuação está na criação e produção de trabalhos artísticos, peças, concertos, musicais e ensino de Arte. No entanto, me caracterizo como um importante aliado dos artistas na hora de comunicar.

(Com): O que você faz de diferente para se destacar no mercado de trabalho?

(Z.K): Meu diferencial está no coworking, que é uma mudança de pensamento. Não vejo o concorrente como um rival, mas sim como parceiro em potencial. Estas parcerias otimizam meus projetos, dão maior visibilidade e projeção, além de diminuir os custos de produção.

(Com): O que levou você a trabalhar com o Diálogos Culturais? Como surgiu a ideia?

(Z.K): Atualmente, as redes sociais são a primeira fonte de busca para a informação. Elas são o termômetro que determina o sucesso ou o fracasso de qualquer assunto que se promova. O empreendedorismo digital possibilita a customização e dá a possibilidade de voz mais democraticamente. Percebendo nas redes um cenário fértil para crescer, e – entendendo meu propósito enquanto comunicador cultural  –, desenvolvi a Diálogos Culturais durante os últimos 04 anos de pesquisa.

(Com): Quais as expectativas para a plataforma no futuro?

(Z.K): Todo mundo tem ideias, mas a diferença está na capacidade de realizar. Só empreende quem enxerga uma oportunidade. Com um propósito de bondade, quero construir um legado de boas ações que inspire o pensamento e ajude a criar novas possibilidades para uma transformação social. A Arte compensa nossas fraquezas e nos dá a possibilidade de ressignificar nossa existência. A plataforma é só o começo para um projeto de vida muito maior.

(Com): Por que trabalhar com a cultura? Você sempre teve proximidade com o tema?

(Z.K): O conto da Cigarra e a Formiga coloca o artista como alguém que não trabalha. Este pensamento é alimentado periodicamente, sempre subjugando a profissão artística. Hoje, lutamos para não perder o registro profissional, no STJ, por exemplo. Trabalhar com cultura é um ato de resistência, principalmente porque construímos a História todos os dias. A música e o teatro estão na minha vida desde a infância. A dança e a direção teatral desde a juventude. Não há outros artistas na família, então, minha proximidade se deu numa trajetória pessoal de pesquisa e execução. No entanto, acredito que a Arte está em todos os lugares e a plataforma é um instrumento de estímulo para a percepção do olhar poético sobre a vida.

(Com): Ainda há uma resistência da população pela cultura local? Como você avalia essa relação em Ponta Grossa?

(Z.K): Há uma resistência para a aprovação e valorização do profissional local em todas as áreas de conhecimento. Mas isto não é uma característica apenas de nossa região. A premissa de que “santo de casa não faz milagre” faz parte da cultura universal. Cabe a nós, comunicadores e empreendedores, criar meios que aproximem a cidade de seus artistas. Temos profissionais competentes e renomados, premiados pelo mundo e, a Diálogos Culturais deve ser um projeto de inspiração para outras iniciativas que valorizem Ponta Grossa!

Redatora, Jornalista por formação e apaixonada por futebol. Apucaranense de berço e ponta-grossense de coração.