//Mídias alternativas e a busca por sobrevivência

Mídias alternativas e a busca por sobrevivência

Peço licença aos que são pesquisadores da área para apenas fazer uma reflexão enquanto jornalista, que está em busca de saídas para sua atividade, e a partir daquilo que o cenário profissional se mostra.

Hoje o jornalismo está completamente atravessado pela internet, as redes sociais, e as infinidades de possibilidades que a comunicação em rede nos trouxe. A primeira delas é a “concorrência” que se gerou no jornalismo. Atualmente, todo mundo pode se tornar, e é induzido a ser, um produtor de conteúdo. Mas isso não me parece ser algo ruim ao jornalismo.

O fato de mais pessoas estarem publicando e discutindo sobre temáticas que antes eram de controle dos grandes meios de comunicação faz com que as informações sejam mais difundidas, o que fica difícil afirmar que ainda haja um controle puro dos meios de massa.

É claro que a Globo continua sendo Globo, mas é mais fácil mostrar quando ela não apresenta ‘todos os lados da moeda’.

Frente a isso, organizações jornalísticas também se desenvolveram. As chamadas “mídias alternativas”, que fogem à lógica das mídias tradicionais, principalmente quanto à produção e mantimento da equipe. Porém toda essa “liberdade” tem um preço caro a essas empresas.

Como se sustentar? Como bancar o custo de produção? Como pagar jornalistas? Como não apenas viver disso como um serviço público ou paixão à profissão mas sim como emprego remunerado?

Estas são dúvidas que ainda pesa sobre essas produções e sobre o crescimento delas. Algumas empresas passaram a se aproximar com grandes corporações, no intuito de terem respaldo financeiro mas ainda mantendo um discurso de liberdade, de alternatividade. Outras tentam o sustento a partir de financiamento coletivo, uma ideia que começa a crescer no país mas que ainda não é um consenso.

Verdade é que a internet possibilita estas formas de jornalismo e de divulgação de informação. O que é preciso agora é conciliar tamanho potencial com um rendimento mínimo, afinal, não dá para viver do amor ao jornalismo.

Redatora, Jornalista por formação e apaixonada por futebol. Apucaranense de berço e ponta-grossense de coração.